Início do Desenvolvimento

Todas as quartas-feiras agora vou ao centro espírita kardecista.

Nesta casa existe coordenação direta de um espírito mentor que se manifesta no médium organizador do grupo e permanece do início ao fim dando auxílio, ensinamentos, passes e mantendo a disciplina geral.

Resolvi ir até eles pelo fato de que aos meus 11 anos de idade foi tido com eles o meu primeiro contato com o oculto da espiritualidade.

Muitos dos médiuns que o compõe, foram da umbanda antes de rumarem para o kardecismo, oque é otimo ao meu ver, pois a mediunidade na umbanda é desenvolvida mais na prática, ao passo que nas reuniões puramente kardecistas, o médium estuda muito muito muito e a prática decorre lentamente.

Não é raro ver, como já vi muito em várias casas espíritas desde meus 11 anos até agora meus 30, muitos fudamentalismos que se asseveram aprisionando mais do que instruindo tanto o público que frequenta quanto os próprios médiuns que trabalham nas reuniões.

Como o espiritismo se expandiu mais nos últimos anos, não é raro termos coordenadores que nem sequer médium são. Exímios mestres da doutrina, mas completamente inexperientes na prática. Isto costuma acarretar muitos problemas nas reuniões mediúnicas destes centros onde muitas vezes o médium é chamado à atenção por coisas que são corriqueiras nestas reuniões, como no meio da manifestação de espíritos de luz trazendo suas mensagens, o médium recebe um espírito sofredor ou pior, um obsessor mesmo!

Pode ser assustador aos leigos (fato pelo qual a FEB solicitou à todas casas espíritas a fecharem as reuniões de desobsessão e mediúnicas do público geral), pois os inferiores são trevosos, falam mal, são fofoqueiros e gostam de por medo. É muito comum eles falarem que vão acabar com a sessão espírita disseminando discórda e imcompreensão entre o grupo.

Bom, voltando ao assunto, meu desenvolvimento já tinha na verdade sido anunciado a muitos anos atrás, desde 2001, mas não dei importância.
Sempre achava que iria trabalhar, me aposentar e assim que tivesse toda a minha família criada eu viveria em dedicação exclusiva aos trabalhos espirituais. Ha! Nada disso. Já era para ter começado desde aquela época de 2001 e eu nada.

Mediunidade não é uma dom que te traz poderes especiais.
Mediunidade é dívida.
Um compromisso firmado com a espiritualidade superior antes de nós encarnarmos, com a finalidade de abatermos nossas dívidas das vidas anteriores.
Por isso que ser médium implica numa série de posturas e condutas que devemos adotar para que tenhamos um trabalho mediúnico satisfatório.

Passei a terça feira já me preparando mentalmente para minha primeira reunião sentado à mesa dos médiuns. Como já tinha lido e escutado falar, não me alimentei de coisas pesadas. Jantei comida japonesa e hoje almocei-a também.

A algumas reuniões passadas, foi me dada a receita de tomar um banho de sete ervas, com a finalidade de me limpar, pois as coisas comigo e em casa estavam feias. Muito feias mesmo, ao ponto de que só voltei à estas reuniões, neste grupo a 30 km da minha casa, pelo fato da gravidade das coisas que andavam acontecendo comigo e minha família.

Fomos alvos de um grupo de pessoas que nos invejam e se uniram para tentar nos destruir e tomar nossas posses. Agindo tanto por vias escusas do nosso mundo material como intrigas, armações, corrupção e maldades de todo tipo, até mesmo nas vias escusas espirituais com contratação de pais de santo, feiticeiros de magia negra, usando de rituais de sacrifício animal com intuito de nos trazer todos e quaisquer infortúnios que se possa imaginar.

E o pior... estava dando certo.
Mas o melhor... não estava acontecendo 10% do que tinham encomendado, dado à nossa proteção e fé.

O alvo é meu Pai, mas por eu estar com a mediunidade aflorada e sem ter a preparado nem à educado, eu estava dragando toda esta negatividade para mim. Por desconhecer como trabalhar com isso, minha vida se degradou de uma forma deplorável.

Nada meu progredia, e quando dava certo era a custo de um esforço sobrehumano. Amores viravam dores, depressão era quase um vício que assolava volta e meia e azares, em todos os campos.

Eu estava já cavando no fundo do poço.
Graças a Deus aos poucos as coisas foram sendo descobertas e a rede do mal foi sendo mapeada e desmantelada.

E meu desenvolvimento...

Estava eu na reunião à mesa e sentia uma força muito grande. A gente como não está acostumado com a prática, fica receoso co mas sensações físicas que temos neste caso. Desde antes de sair de casa estava intrigado com cheiros de incenso e rosas que só eu estava sentindo. à mesa era tão forte que me sentia se impregnando deste perfume.
Arrepios, calorões, calafrios, dormências, choques, peso em membros, cabeça, dores, sonolência, enjôos, desconfortos digestivos... nada forte, mas perceptíveis ao ponto de levar um leigo a achar que está com enxaqueca, resfriado ou tendo um mal estar gástrico.
Com o tempo você aprende a separar as coisas, as sensações que são de fonte espiritual, das que são de fonte material.
Uma coisa é fato, o saldo é sempre positivo, as sensações são sempre no final boas e revigorantes, como uma sessão de massoterapia.

E à mesa estava eu tendo estas sensações quando sentia aproximações à minha nuca. Em certo momento meu braço direito gelou. Parecia que meu sangue tinha parado de circular no braço, mas não estava dormente, normal, só que gelado!

Até que fui chamado para tomar passe com a entidade mentora da casa e assim me foi dito para firmar o pensamento em Deus, Jesus, logo imaginar matas e outros detalhes que me trariam afinidade aos meus espíritos mentores com o qual irei trabalhar conjuntamente, sendo o intermédio para que eles tragam suas mensagens a nós.

Sentia uma força, como que magnética mexendo meu corpo e assim fui me sentindo leve, leve, leve como se tivesse sonolento, mas com a consciência presente e tendo noção de tudo que ocorria, mas meu corpo parecia anestesiado. Estava de pé e sentia mais forte a energia que vinha das mãos do passista.

O espírito coordenador ia me dando instruções de mentalização e eu ia experimentando em cada ponto do meu corpo a presença do meu mentor. Uma paz e calma me transbordava, como se tivesse tomado uma caixa de lexotan, minha respiração e batimentos cardíacos estavam em uma harmonia e calmaria fenomenais.

- Mostre sua presença ao teu médium! - ordenou o coordenador ao espirito de meu mentor.
E uma cantoria foi feita pelo coordenador, onde senti mais forte ainda as sensações e como se estivesse ligado ao espirito que sentia presente do meu mentor. Sabe a sensação do NEO se ligando na Matrix? é por aí. Na verdade é porque os espíritos se conectam ao médium pelos chacras.

- Traga sua energia e sua vibração ao teu médium, levando embora todas estas mazelas e impurezas embora!
- Limpa teu médium e deixa com ele sua vibração de paz e amor!
- Esta gratidão pelo lindo trabalho que vocês farão juntos de agora em diante honrando o compromisso selado entre vocês antes da encarnação.
- Salve nosso Senhor Jesus Cristo! Salve Nosso Pai Maior Criador do Universo!

E assim como que sentisse uma explosão dentro de mim, um grande choque de calor me encheu o corpo.

- Está na hora de deixar seu médium. Restabeleça a circulação normal dele e o deixe com sua paz e amor.

E assim meu braço gelado voltou instantaneamente ao normal, recobrando a temperatura normal.

- Abra os olhos bem devagarinho, vamos voltando aos pouquinhos, sentido cada parte de seu corpo de volta, pés, pernas, mãos, baços.... isso... isso!

Eu estava voltando daquela "viagem" e estava como se tivesse nascido de novo. Uma sensação indescritível mas intensamente forte de tranquilidade e um cheiro de rosas muito intenso.

Foi assim, meu primeiro contato com meu guia, mentor ao qual trabalharei futuramente.

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